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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Deus não quer nossas boas obras.

 

Olá, leitor amigo!

Se estás aqui novamente, então estamos mesmo nos tornando amigos.

Isto é bom, não é?

Creio que já ouvistes muito sobre a importância das boas obras, de fato, são muito importantes, afinal, o que seria do mundo se não houvesse mais bondade, compaixão, afeto e amor?

Entretanto, amoroso leitor, muitos atribuem à caridade critérios que não lhe pertencem, como a salvação da alma, por exemplo.

Quando alguém faz o bem visando receber algo em troca, então foi feito o bem, de fato? Por exemplo, quando alguém dá de comer ao necessitado ou fala do amor de Deus a alguém, mas esperando receber bênçãos de Deus ou a sua salvação como recompensa. Houve sinceridade no coração dessa pessoa? Ou fez tudo por interesse pensando, na verdade, apenas em si mesmo?

Amigo e caridoso leitor, essa tipo de ajuda é válida?

Acredito que olhando pelo ponto de vista assistencial, sim, é uma ajuda válida, afinal, dentro da perspectiva do necessitado, ele está sendo ajudado.

Mas, e pelo ponto de vista moral ou ético?

Será que se eu fosse uma celebridade famosa e fizesse uma doação expressiva apenas com o objetivo de ganhar os holofotes, isso seria eticamente ou moralmente válido?

Uma pessoa que age desse modo pode ser considerada realmente uma “boa pessoa”?

O instituto Ayrton Senna foi fundado como consequência das vultosas quantias doadas pelo Senna ao longo de sua vida (fez isso por anos), mas a mídia não sabia, não havia holofotes sobre sua ajuda aos necessitados. Isso tudo veio à tona apenas após sua morte.

Creio que Senna fez o bem pelo ponto de vista ético e moral também.

Mas pelo ponto de vista espiritual, isso salvaria (ou salvou) sua alma?

(Não sou Deus, por isso, não posso dizer se ele foi salvo ou não, mas, pessoalmente, acredito que foi, pois ele não era apenas um homem bom, mas um homem de fé também, em sua lápide está escrito: “nada pode me separar do amor de Deus”.)

Se Senna acreditava em Deus e também compreendia o seu amor, pela própria Bíblia, é difícil imaginar que sua salvação não tenha acontecido.

E é sobre isso que quero falar: amor e fé.

Mas o que são boas obras afinal de contas?

Entende-se como boas obras quando se ajudam aos necessitados ou quando se cumprem obrigações religiosas (frequentar igreja, dízimos, evangelismo e etc.).

Muitos creem que é assim que ganhamos pontos com Deus.

Também pensas assim, caridoso leitor?

Mas tenho uma dúvida, tu sabes como Deus vê nossas boas obras?

Observe:

Nosso sol está neste quadradinho.
Deus fundou a terra, definiu seu tamanho e sua circunferência. Criou o universo inteiro.

Tem o controle da morte e é o criador da vida e do tempo.

Esse é Deus e essas são suas obras.

Sinceramente, amigo leitor, por que ele daria valor às nossas obras? Pois não importa o que tivermos feito, que repercussão isso teria no universo?

Diante disso, é justo e coerente exigirmos pagamento pelo que fazemos se pra Deus tudo o que fizermos é insignificante?

Nossa ideia de justiça pode refletir a justiça de Deus, por exemplo?

Observe o que Romanos 3.10-12 diz: "Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, NÃO HÁ NEM UM SÓ".

Nossa justiça e suposta bondade, decepcionado leitor, é útil apenas a nós mesmos.

Talvez tu penses: “como ser salvo então? Como merecer a salvação?”.

Indagações pertinentes, sem dúvida, afinal se Deus nos ama, então é esperado que ele nos mostre como conseguir a salvação.

Podemos refletir juntos?

Cada um de nós, preocupado leitor, tem sua própria definição de certo e errado, né? Isto é, cada um de nós considera-se melhor do que os outros, por isso, raramente admitimos nossos deslizes e com facilidade e frequência culpamos a outros (quem nunca fez isso?).

Nossa visão pessoal de certo e errado é sempre a nosso favor e nossas obras são sempre as melhores, se não temos obras, então sempre apontamos pra alguém e dizemos: “esse aí é pior que eu”. Dessa forma nos justificamos e fica tudo bem. Obviamente, acumular pontos com Deus a partir de nossa natureza imperfeita é impossível.

A conclusão que podemos tirar até aqui é que nossas obras, de fato, não podem nos salvar, pois Deus não precisa delas, mas nós precisamos de sua salvação.

Pois é, tu perguntas, então como fica?

Não é complicado, observe:

Romanos 4.1-3 diz: “Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas NÃO diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e ISSO lhe foi imputado como justiça.”

Ficou claro?

É a que salva.

Hebreus 11.6 diz: “Ora, sem fé é IMPOSSÍVEL agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”

Deus nos ama e sabe que não somos perfeitos, então por que complicar se é possível simplificar?

O conceito é simples e biblicamente inquestionável, observe:

Romanos 4.4-8 diz: “Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a DÍVIDA. Mas, àquele que NÃO pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a SUA FÉ lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça SEM as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem O SENHOR não imputa o pecado”.

É pela fé que somos justificados diante de Deus. É ele mesmo que nos declara justos.

Então, as obras são inúteis pra salvação?

Sim, meu surpreso leitor! Pois se as obras fossem um critério pra salvação, então a salvação seria uma espécie de pagamento por uma dívida, mas, sendo Deus quem é, como seria possível ele nos dever algo?

Jamais seremos credores de Deus.

Creio que sei o que estás pensando: “pra que boas obras, então? Qual motivação para fazer o bem?”.

Vimos que não adianta fazer obras com o interesse em ser salvo, não se faz barganha com Deus. A nossa motivação deve ser o amor e somente o amor.

Talvez tu penses: “amor? O que eu ganho com isso?”.

Muita coisa, entristecido leitor.

Mas vamos por partes.

Primeiramente: o que é o amor?

No exército, como sabemos, existe um sistema de castas que os militares erroneamente chamam de hierarquia (em uma hierarquia pessoas iguais ocupam funções diferentes, por isso, um simples ajudante pode se tornar diretor, por exemplo. Em um sistema de castas é diferente, pois as pessoas não são iguais, um superior é visto como uma “entidade” superior e o inferior é visto como um ser humano de segunda categoria, literalmente. Em um sistema assim é comum gente de valor ser desperdiçada e gente de pouco valor ser exageradamente valorizada).

Imagine, belicoso leitor, que tu fosses um militar de casta inferior, mas com boa formação acadêmica e visível capacidade intelectual. Então surge uma grande tarefa a ser realizada e um oficial de casta superior te chama para auxiliá-lo. Tu, então, ficas feliz, pois esse reconhecimento pode te garantir pontos em tua avaliação e ajudar-te em tua promoção. Além disso, é bom se sentir reconhecido, não é? É bom receber tarefas à nossa altura, deixando evidente o nosso valor.

Depois de muito trabalho de tua parte, após ter trabalhado várias vezes além do horário de expediente (sem horas extras). A tarefa é finalmente concluída, então, teu chefe é elogiado pelo comandante de teu quartel e um general que veio visitá-los publicou em boletim interno o valor daquele oficial, mas a ti, desvalorizado leitor, nem sabem quem é. Não te cumprimentaram e nada foi publicado a teu respeito.

Isso aconteceu, pois, após o trabalho realizado, ninguém mais precisava de ti, então te colocam na seção de serviços gerais para capinar mato e pintar paredes.

Tu foste usado como uma ferramenta, um objeto útil, apenas isso (parece absurdo, mas isso acontece de fato e é comum).

Sentir-te-ias melhor caso tivessem te dado o devido valor, não é? Pelo menos isso: o reconhecimento.

Diante disso, injustiçado leitor, como tu achas que se sente uma pessoa pra quem tu dás o devido valor? Como tu achas que se sente uma criança faminta quando lhe dás o que comer? Ela não estará grata apenas pelo alimento, mas pela tua atenção também. Como tu achas que teu filho se sente quando tu dizes que o ama? Ou quando dizes isso também a teu pai, tua mãe ou tua esposa?

Apenas uma demonstração de amor, muitas vezes, pode salvar quem já desistiu de viver. A comida trás cura para o corpo, mas o amor trás cura pra alma.

Vale a pena ver alguém feliz quando lhe fazemos o bem, não é? Também nos sentimos felizes com isso.

Essa recompensa não é suficiente? Ser bom não vale a pena?

Observe o que diz I Coríntios 13.5: “(o amor) Não se porta com indecência, NÃO BUSCA OS SEUS INTERESSES, não se irrita, não suspeita mal”.

Isso é amor.

Assim, se amarmos sem esperarmos NADA em troca, então esse amor será verdadeiramente genuíno. É esse amor que Deus quer, pois é esse o amor que ele sente por ti, amado leitor.

Talvez tu perguntes: “mas como desenvolver esse amor?”.

Uma forma garantida de adquirir amor é através da fé e é, aliás, através da fé que conseguimos todo o resto também, inclusive a salvação.

Romanos 5.5 diz: “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações PELO ESPÍRITO SANTO que nos foi dado.”

Confuso leitor, é pela fé que recebemos o Espírito-Santo, logo, é pela fé que o amor de Deus é derramado em nossos corações.

O que concluímos disso?

Se existe fé, então EXISTE salvação, pois nos é dado o Espírito-Santo. Com a salvação (garantida pela presença do Espírito-Santo), o amor de Deus é derramando em nossos corações.

Mas e as obras?

Existindo amor, automaticamente, existem boas obras, pois não existe indiferença em um coração que sabe amar. Assim, quem ama não mata, não sente inveja, não rouba, importa-se com o próximo e etc.

Quem ama cumpre as leis de Deus de forma natural, mesmo sem conhecê-las, e não o faz por obrigação, interesse ou medo do inferno. Logo, se na vida do crente não houver obras de amor e sem interesse é porque não houve fé no começo de sua caminhada, pois as obras são consequências da fé, pois o amor surge após a fé, assim, a fé sem obras é morta. 

Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como EU vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão TODOS que sois meus discípulos: se tiverdes AMOR uns aos outros”. João 13.34-35. 

A capacidade de amar é a nossa MARCA como cristãos, é o que nos dá identidade. Assim, nós que somos discípulos de Cristo, anunciamos a salvação e fazemos o bem de graça, sem interesses e guiados pelo amor de Cristo. Foi essa a mensagem dele e foi isso que ele fez (e faz) também.

As obras não são importantes para a salvação, mas as obras de amor são a prova de que a salvação já ocorreu.

Christian Brito


8 comentários:

  1. Nossa. Gostei .òtimo.Bom demais.grata pela postagem.

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  2. É por ai Bill.... assim que Deus vai sendo conhecido, assim que as pessoas vão se aproximando de sua palavra e do seu conhecimento.
    Que seu ministério seja abençoado dia após dia.
    Graça e Paz!
    Prada

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  3. O amor de DEUS excede a todo o entendimento humano.
    Um grande abraço do Almir.

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  4. Olá querido!
    Creio em Deus, que brevemente você será um grande pregador da palavra de Deus!
    Beijos

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  5. Oi!
    Que Deus continue te abençoando a cada dia!
    Beijos no coração

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  6. oi Christian! linda mensagem de amor.obrigada querido!
    leila.

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  7. Oi,Bille!

    Simplesmente, Obrigado.


    Abraços

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  8. Se me permite um ponto de vista diferente.

    A obra interesseira realmente não é suficiente.
    A fé por si só, ou a crença em um salvador também não, porque apenas espera e nada produz.
    A chave disso tudo você já mencionou, é o AMOR. É essa a energia que cria, move e mantém o Universo.
    Quando Jesus diz: À cada um segundo suas obras, ele se refere à isso, ao amor, pois quem tem amor no coração faz o bem, produz alguma coisa apenas pela alegria de fazer, sem interesses outros. Essa na minha opinião é a verdadeira obra.

    Se somente ter fé fosse suficiente, estariam excluídas milhões de pessoas boas, amorosas e generosas, que desinteressadamente fazem bem ao próximo, apesar de não se pautarem pela fé e as vezes nem mesmo pela crença em Deus, como é o caso de ateus e budistas por exemplo.
    E o Deus do meu coração é o Deus Universal, o Deus de todos e não apenas o Deus dos cristãos.

    Bom Bill, é isso. Tomei a liberdade de escrever, mas te dou a total liberdade de deletar e não publicar, pois o site é seu e aqui o seu ponto de vista é o mais importante.
    Não vim para discordar, apenas para acrescentar.
    Abração
    Amnyoteph

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